Mitologia Greco - Romana

A Mitologia, entre os povos antigos ou primitivos, era uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza.
Para quem curte mitologia tanto quanto eu e gosta de saber como os antigos explicavam os acontecimentos da vida. Todos os textos aqui contidos são de minha autoria. Pesquiso sobre contos mitológicos e reproduzo-os de uma forma mais resumida. SCM Music Player - seamless music for your Website, Wordpress, Tumblr, Blogger.

1:01 PM
March 8th, 2011

Tétis

Tétis , uma das cinquenta nereidas, era filha do deus marinho, Poseidon. Uma ninfa dos mares. Zeus queria se casar com ela de tão bela que era. Porém ao consultar um oráculo e descobrir que ela teria um filho maior do que o pai e que o destronaria logo fez com que ela se casasse com um mortal.

Tétis se casou com Peleu, rei de Fítia e neto de Zeus, com quem teve vários filhos, dentre eles estava Aquiles.

Tétis foi uma mãe muito atenciosa e dedicada, ajudou o filho em todas as suas dificuldades na Guerra de Tróia.


CURIOSIDADE:

Saturno é o planeta do sistema Solar com maior número de Satélites, o nome de um dos seus nove maiores Satélites é TÉTIS, um satélite totalmente formado por ÁGUA CONGELADA. Vale lembrar que Tétis era a ninfa dos mares. Será pura coincidência ou não?

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: O Livro de Ouro da Mitologia, Bulfinch - Ed. Ediouro;

Fonte: http://www.solarviews.com/portug/tethys.htm 08/03/2011 - 15:01

12:38 PM
March 8th, 2011

Selene - deusa da Lua

Selene era filha de Hipérion e de Téia, quando soube que seu irmão Hélios se afogou, ela se jogou de seu castelo. Porém os deuses se comoveram com sua fidelidade fraternal e a colocaram no céu e a transformaram em astro.

Selene é também chamada de Lua e seu culto existe de várias formas, a Lua mexe com as estações, tem influência sobre as mares e sobre o organismo das mulheres. As bruxas pensavam que podiam impedir que um grande dragão engolisse a Lua, com suas feitiçarias, que sempre acontecia em noites de Eclipses. Ou que podiam controlar a Terra de acordo com suas vontades.

A segunda-feira é o dia de culto à Lua, chamada de Lundi em Francês, Lunoe dies em Latim e Monday em Inglês

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de:Mitologia Greco-Romana, P. Commelin - Ed. Ediouro

8:57 PM
February 4th, 2011

A Tela de Penélope.

Penélope era uma outra heroína mítica da qual a beleza interior e o caráter valiam muito mais do que a beleza exterior.

Era filha de Icário. O rei Ulisses conquistou-a dentre todos os outros competidores e pediu-a em casamento. Mas quando chegou o dia de leva-la ao altar, seu pai Icário, não aguentou o fato de se separar de sua filha e tentou persuadi-la a desistir do casamento. Ulisses deixou que ela escolhesse seu destino e Penélope escolheu se casar e deixou seu pai que construiu a estátua do Pudor no local onde eles se separaram.

Ulisses e Penélope não puderam aproveitar bem suas núpcias, pois Ulisses foi chamado para a Batalha de Tróia. Penélope esperou todos os dias pela volta de seu amado marido. Como já era fato que ele talvez não voltaria com vida começaram a aparecer vários pretendentes, porém Penélope jurou esperar por seu amado Ulisses.

De tanto insistirem Penélope resolveu tomar uma providência, disse a todos que só iria se empenhar na escolha de um novo marido quando terminasse de tecer uma tela que estava fazendo para o enterro de seu sogro Laertes.

Penélope passava todo o dia tecendo a tela, e durante a noite desfazia uma boa parte do trabalho, para que a tarefa jamais terminasse e ela pudesse esperar seu amado Ulisses.

A Tela de Penélope acabou se tornando uma expressão para designar todas as coisas que estão sendo feitas, mas nunca se acabam.

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: O Livro de Ouro da Mitologia - Bulfinch, ediouro.

8:21 PM
February 3rd, 2011

Píramo e Tisbe

Píramo era um jovem muito belo, e Tisbe era a jovem mais bela em toda Babilônia. Eles moravam em casas vizinhas e se amavam muito. Porém o amor deles jamais poderia dar certo, pois ambas as familias não aprovavam a união.

Píramo e Tisbe encontraram uma fenda no muro que dividia a casa dos dois e por aquela fenda passavam o dia trocando belas palavras e juras de amor.

Certo dia eles resolveram se encontrarem no Túmulo de Nino, para fugirem juntos e viverem felizes. Ficou combinado que o primeiro que chegasse lá esperaria o outro debaixo de uma amoreira branca.

Na noite combinada, Tisbe colocou um véu sobre os cabelos, saiu sem ser notada por seus pais e foi de encontro ao seu amado. Chegou e ficou esperando sentada debaixo da amoreira branca.

De repente apareceu uma onça com a boca toda ensanguentada e foi em direção ao lago para se refrescar. Tisbe morrendo de medo foi se esconder atrás de uma pedras e deixou seu lenço para trás. A onça foi foi até o lenço e o destruiu em um ato de fúria.

Algum tempo depois Píramo apareceu e encontrou o lenço de sua amada completamente rasgado. E achou que Tisbe tivesse sido morta por sua culpa, por ele ter deixado ela esperando tanto tempo sozinha. Então Píramo enfiou sua espada no coração e o sangue jorrou e pintou as amoras brancas, seu sangue escorreu pela terra, chegou até as raízes e subiu até os frutos.

Tisbe resolveu sair de seu esconderijo e se deparou com seu amado morto, correu até ele para socorre-lo, mas era tarde. Tisbe se culpou pela morte de seu amado e enfiou a espada de Píramo em seu peito, pintando assim também as amoras de vermelho.

Antes de se matar Tisbe disse que ela e seu amado teria de ser enterrados juntos no mesmo Túmulo e que as amoras iam,daquele dia em diante, relembrar a morte dos amantes e seriam sempre vermelhas, da cor do sangue.

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de:  O Livro de ouro da Mitologia - Bulfinch, ediouro


7:47 PM
February 3rd, 2011

Pandora

Antes da criação do mundo era tudo uma verdadeira bagunça, todas as coisas existentes apresentavam um aspecto misturado, era o chamado Caos.

Algum deus, não se sabe ao certo qual, resolveu colocar tudo isso em ordem. Primeiro colocou o ar, que era mais leve, por cima de tudo, depois a terra que era mais pesada e por fim a água que fazia a terra boiar.

E depois disso começou a colocar seres e coisas nesse mundo e um deles foi o homem. Na Terra, antes de existir o homem existiam os titãs. Prometeu e Epimeteu foram encarregados de fazer e examinar as criações.

Depois de criarem o homem quiseram colocar algo nele que fizesse ele mais especial de todos os seres, então Prometeu roubou o fogo do carro de fogo do Olimpo e colocou no homem, isso lhe forneceu a sabedoria e o meio de criar armas e ferramentas.

Algumas versões dizem que Zeus mandou a mulher para castigar Prometeu e Epimeteu, mas a versão mais aceita é que Zeus criou a mulher para agradar ao homem.

E a primeira mulher enviada por Zeus foi Pandora. Era linda e foi criada com um pouco de cada deus do Olimpo: Afrodite deu-lhe a beleza, Mercúrio a persuasão, Apolo a música etc. E foi destinada para cuidar, agradar e viver junto com o homem. E como presente de casamento Zeus deu à Pandora uma caixa e disse que ela não deveria abri-la nunca.

Por muito tempo Pandora lutou contra a vontade de abrir a caixa, mas a curiosidade foi maior e um dia ela abriu a caixa. E de lá saíram todas as piores coisas que os deuses depositaram lá dentro. As dores, as cólicas, o choro, os problemas e tudo o mais que ataca o homem.

Pandora assustada fechou a caixa, porém tudo já tinha saído, apenas uma coisa sobrou na caixa, a Esperança. Assim, sejam quais forem os problemas que nos ameacem, sempre existirá a esperança que não nos deixará e enquanto a tivermos nenhum mal nos tornará inteiramente desgraçados.

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: O livro de Ouro da Mitologia - Bulfinch, ediouro


5:43 PM
February 3rd, 2011

Morfeu

Morfeu era filho do Sono e da Noite, aparecia voando com asas de borboleta e sementes de papoula nas mãos e fazia os homens cansados do trabalho, repousarem.

Morfeu propunha as pessoas um momento onde elas poderiam descansar seu pensamento e se ver livre de alguns problemas, situações ruins, mágoas, medos e fadigas.

Segundo Homero o Sono, que era pai dos Sonhos e irmão da Morte, vivia em Lemnos, e pairava sobre os homens, dia e noite protegendo-os.

A palavra Morfina vem de Morfeu, pois deixa as pessoas com a sensação de bem estar tirando as dores e fazendo-as adormecer.

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: Mitologia Grega e Romana - P. Commelin, ediouro

3:10 PM
February 3rd, 2011

Cronos

Cronos (também chamado de Saturno na mitologia Romana) era o segundo filho de Ouranos e Gaïa. Destronou seu pai e obteve de seu irmão Titã a permissão de reinar, porém com uma condição: Cronos deveria matar todos seus filhos homens para que a sucessão do trono fosse feita por um dos filhos de Titã.

Cronos se casou com sua irmã Réia e com ela teve muitos filhos, porém ele fazia com que ela lhe entregasse todos os recém nascidos. Cronos devorava seus filhos para cumprir o acordo feito com Titã. E além dos filhos que teve com Réia, Cronos também teve muitos outros filhos com ninfas e mortais.

Réia conseguiu salvar alguns filhos da atrocidade do marido. Salvou Demetra, Hera, Hestia, Hades, Zeus e Poseidon.

Algum tempo depois Zeus destronou seu pais assim como Cronos havia feito com Ouranos. E o mandou à Terra reduzido a um simples mortal.

Cronos se refugiou na Itália , no Lácio. Lá ele reuniu muitos homens e lhes deu leis. Se tornando assim uma espécie de autoridade.

Cronos estabeleceu seu reinado que foi chamado de Idade de Ouro, onde todas as pessoas tinha igualdades, não existia cervos nem senhores e todos os bens eram de uso comum.

Para homenagear esse deus, foi criado em Roma as Saturnais, eram festas que aconteciam todo dia 16 de dezembro de todo ano. O objetivo dessas festas era recriar o passado e a igualdade pregada por Cronos. Nesse dia não havia estudos, os escravos passavam a ficar no lugar dos reis e se davam presentes uns aos outros. Com o tempo outros imperadores foram modificando essas datas até que elas durariam 4 dias por ano.

Hoje os Saturnais equivalem ao nossos Sábados. Sábado é o dia de Saturno (Saturni dies).

Não confundam Cronos com Chronos. Chronos era, para os gregos, a personificação do Tempo (também chamado de Eón). Chronos se formou por si próprio, sendo assim um ser incorpóreo e serpentino. Apesar de Cronos também ser considerado o deus do Tempo, pois come cada dia de vida de seus filhos, Cronos e Chronos não são o mesmo deus.

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: Mitologia Grega e Romana - P. Commelin, ediouro

7:47 PM
February 2nd, 2011

Rosas de Afrodite

Segundo a mitologia Afrodite, a deusa do Amor, nasceu das espumas do mar. Essa espuma se transformou em uma rosa branca, que representa a pureza e a inocência.

Certo dia Afrodite viu que seu amado Adônis estava ferido e prestes a morrer. Ela saiu correndo em direção a ele para socorre-lo e pisou em um espinho, e seu sangue pintou as rosas brancas, tornado-as vermelhas. E as rosas vermelhas começaram a ser colocadas nos túmulos. E só depois foi vista como símbolo da paixão e do amor.

(Aninha Mouazzem)

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Adaptado de: http://www.brasilescola.com/mitologia/o-simbolismo-rosa.htm

7:35 PM
February 2nd, 2011

Eros e Psiquê

Psiquê tinha duas irmãs de uma beleza totalmente fora do comum, mas ela era a mais bela de todas as mulheres da aldeia. De tão bela que era, todos do povoado iam visitá-la e ficavam espantados com sua beleza que faziam homenagens que só eram dadas à Afrodite.

Afrodite se sentiu ofendida com a afronta que faziam adorando uma criatura mortal. Então chamou seu filho Eros e pediu que ele castigasse aquela criatura.

Eros encontrou-a dormindo e derramou algumas gotas da fonte amarga sobre seus lábios e depois colocou sua flecha no lado de seu corpo. Com o toque da flecha Psiquê acordou e, mesmo sem poder ver Eros, fez com que ele se sentisse incomodado e se feriu com a própria flecha. Eros derramou algumas gotas da fonte da alegria nos cabelos de Psiquê e foi embora.

Psiquê era extremamente bela, porém nunca conseguiu despertar o amor de nenhum homem. Seus pais preocupados consultaram um oráculo que disse que Psiquê estava destinada à uma criatura terrível e monstruosa que vivia nas montanhas. Psiquê aceitou seu destino e foi viver nas montanhas com sua criatura prometida.

Psiquê tinha tudo no palácio da criatura. Passava os dias com seus criados invisíveis e a noite com seu amado.Psiquê de apaixonou perdidamente por aquele ser romântico, carinhoso e misterioso. Porém ela só podia vê-lo durante a noite na escuridão, era terminantemente proibido que ela visse o rosto de seu amado.

O tempo passou e Psiquê se sentia cada vez mais sozinha, então seu amado permitiu que suas irmãs viessem visitá-la. Suas irmãs se sentiram enciumadas com a sorte da irmã e quiserem colocar coisas em sua cabeça e insistiram para que ela tentasse ver o rosto de seu marido e se ele fosse realmente uma criatura monstruosa ela deveria matá-lo.

Psiquê concordou e uma noite foi até o quarto de seu marido com uma vela e uma faca para ver seu rosto e se deparou com um belo homem de cabelos louros e enrolados. Sua surpresa foi tanta que deixou cair uma gota de cera em seu rosto. Eros acordou e ficou bravo por Psiquê ter desobedecido suas ordens. E devida sua ingratidão deixou Psiquê sozinha na montanha.

Psiquê recorreu a santa Ceres que lhe disse que ela deveria ir até o templo de Afrodite e pedir-lhe perdão. Foi isso que ela fez. Afrodite jogou sua ira sobre Psiquê e disse que ela deveria organizar os grãos do celeiro até o anoitecer.

Psiquê quase enlouqueceu com o trabalho que lhe fora dado e Eros ficou triste por ver sua amada naquela situação que chamou as formigas para ajudá-la. Mas Afrodite não ficou satisfeita com o trabalho e deu mais algumas tarefas a ela.

Psiquê deveria ir até o reino de Hades transportando uma caixa que levava a beleza, mas não poderia abrir a caixa. No meio do caminho ela não se aguentou e abriu a caixa. Lá de dentro saiu o sono profundo que embalou-a. 

Eros desceu e foi salvar sua amada retirando dela o sono. Alertou-a que pela segunda vez quase morreu por sua curiosidade e disse que ela deveria cumprir sua ultima tarefa sem deslizes. Enquanto isso Eros foi ter com Zeus e pediu que ele ameniza-se a ira de Afrodite.

Afrodite consentiu em retirar sua ira de Psiquê e Zeus deu a ela um cálice com um liquido que a tornaria imortal. Psiquê bebeu e ficou imortal e assim pode ficar junto de seu amado Eros, da união de Eros e Psiquê nasceu uma menina chamada Prazer.

O deus Eros ou Cupido é considerado o deus do amor e da paixão, dai vem a palavra Erotismo. E Psiquê para a psicologia seria o “si-mesmo”, abrangendo as ideias modernas de almaego e mente.

CURIOSIDADE:

Formas de amor:
Eros: o amor carnal;
Philos: o amor de amigo;
Storge: o amor familiar;
Ágape: o amor sublime, seria o amor divino, amor vindo de Deus; 
Mania: o amor possessivo e ciumento;
Pragma: o amor prático ou o amor consciente;
Ludos:  o amor de brincadeira, aquele amor que existe em um relacionamento geralmente de apenas uma noite.


(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: Livro de Ouro da mitologia - Bulfinch, ediouro.

5:53 PM
February 2nd, 2011

Narciso e Eco


 Conta a mitologia que existia um jovem homem muito bonito chamado Narciso que era filho da ninfa Liríope e do rei Céfiso. Foi castigado e exilado em uma floresta onde não havia espelhos nem nada que fizesse reflexos, pois ele não podia ver o quanto era bonito senão morreria. Porém um dia Narciso se debruçou em um lago e viu seu reflexo e ficou apaixonado por aquele belo ser que ele via.

Nessa floresta vivia uma ninfa chamada Eco, que distraia Juno para que ela não percebesse as traições de Zeus. Quando Juno descobriu castigou-a dizendo que ela nunca conseguiria falar por si mesma, ela apenas iria repetir a última coisa que os outros dissessem.

Eco se apaixonou por Narciso e fazia de tudo para chamar a atenção de seu amado. Mas Narciso estava muito ocupado observando aquele belo ser dentro do lago que nunca percebeu. E também não ligava para Eco pois o ser do lago era muito mais belo.

Narciso ficou tanto tempo na beira do lago que ficou desnutrido, caiu e lá ele morreu. Eco ficou tão triste pela morte de seu amado Narciso que não aguentou e se jogou de um precipício. 

E agora sempre que alguém grita em um precipício Eco responde gritando a última palavra. E na beira do lago onde Narciso morreu nasceu uma belíssima flor chamada Narciso

(Aninha Mouazzem)

Adaptado de: Mitologia Grega e Romana - P. Commelin, ediouro